Bodas de Ouro Ao Vivo.

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Bodas de Ouro - Um Capítulo Importante sobre o Rock Paraense foi escrito

Matéria retirada do Site da Ecleteca.

Um belo domingo de sol marcava aquele dia que seria marcado como um novo capítulo do Rock Paraense. O dia 26 de setembro de 2010, no Memorial dos Povos, ficará na memória para quem foi enlouquecer com o evento “Bodas de Ouro do Punk Rock Paraense – 25 anos de Delinquentes / 15 de Norman Bates e 10 de Rennegados”. O melhor é que tudo foi filmado para ser transformado em um DVD de extrema importância.
A realização foi da Pró Rock, com a patrocínio do SEBRAE-PA, através do projeto Pará Pró Música. Para registrar esse momento, o diretor Robson Fonseca, do programa Invasão, da TV Cultura, foi convocado e aceitou o desafio da empreitada em parceria com a Multi AB Produções e Jambu Filmes, além do suporte da Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa). As empresas MM Produções e APCE Music garantiram a melhor qualidade de áudio tanto ao vivo quando na gravação do DVD. Entre os apoiadores há ainda a Ná Music, MTV Belém, Fabrika Studio, Rádio Unama FM e os blogs Rock Pará e Música Paraense.


Impreterivelmente, às 18 horas, a ansiedade já corria nas veias dos profissionais envolvidos. E em um dos muros do Memorial dos Povos foi transmitida uma partes, do que vai fazer parte do DVD da Trilogia Punk, no qual os músicos das bandas relataram sobre a trajetória de cada uma. Isso deixa o público ainda mais empolgado e pronto para suar muito a camisa, com os clássicos, que já estão inconsciente do público roqueiro de Belém.

A primeira banda que subiu no palco foi aquele composta por eles mesmos, os Rennegados. Nos primeiros acordes sangrados pela guitarra de John Bógea, o público entrou em fúria compulsiva; transmitindo toda essa energia para a banda. E esse efeito “bumerangue” tornou o show dos Rennegados cada vez mais intenso, principalmente quando eles tocaram “Iraque New Wave”, “Zona de Guerra”, entre outras músicas. E era um clássico, atrás do outro. O já citado John Bógea nas seis cordas, Jacob nas quatro inflexíveis cordas do baixo, Coxinha quebrando tudo na bateria e os berros alucinados de Betox ensurdeceram o público. Todos já estavam mais do que prontos, para o que ainda estava por vir.

O público, que já lotava o Memorial dos Povos, cantou em uníssono de uma forma arrepiante as primeiras notas de “Uká Uká”, já anunciando o que estava para acontecer, o ataque do Norman Bates. Assim como o psicopata “hitchcockiano”, Elielton “Nicolau” Amador (guitarra), Manuel “Planária” Malvar (baixo), Vagner Nugoli (bateria), Carlos Bremgartner (vocais) e Giovani Villacorta (guitarras e voz) conduziram a apresentação com uma precisão impressionante, que às vezes, ficava difícil de respirar devido o clima de tensão das músicas, temperadas por um forte jogo de luz. Parecia que estávamos dentro de um filme de suspense no decorrer da apresentação da banda Norman Bates. O público ficou enlouquecido e não queria mais deixar os músicos saírem do palco. Mostrando o quanto foram importantes esses 15 anos de existência.




25 anos de banda, são 25 anos e ponto final; ou melhor ponto em seguida no caso dos Delinquentes. O público completamente pronto, aquecido e enfurecido para comemorar esse belo aniversário. Jayme Catarro (voz), Pedrinho (guitarra), Pablo Cavalcante (baixo) e Raphael “Drums” (bateria) queriam tornar o Memorial dos Povos num grande caldeirão punk, de tão quente (em todos os sentidos) que estava, e conseguiram.
Sem respirar direito, mas com muita vontade de explodir até a última gota de suor, ninguém arredou o pé, pulando, pogando, e berrando cada palavra anunciada por Jayme, que sem sombra de dúvidas, exagerando ou não, pode ser considerado como um dos grandes heróis do Rock Paraense. “Indiocídio”, “Matança de Animais”, e outros hinos punks foram berrados até todos ficarem, completamente sem voz. O final do show emocionou a todos, quando Jayme iniciou “Ferrovia Norte-Sul”. A tanto tempo que não era tocada por eles.

Parabéns as bandas, ao público, a Pró-Rock e a todos que fazem parte da História do Rock Paraense
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Show Bodas de Ouro: Rennegados, Norman Bates e Delinquetes


Foi impossível estar ali no Memorial dos Povos e, a cada contagem de baquetas e acordes distorcidos, não viajar no tempo. Lembrar quando a tal cena independente era chamada de “underground” para abraçar as bandas punks, hardcore ou qualquer outra coisa que não era premiada ou beneficiada pelas FMs ou grande mídia. Lembrar da dificuldade em gravar uma fitinha “demo” e distribuir nas rádios.
Como não lembrar dos ensaios em quartos e garagens quentes e com equipamento ruim, mas muita vontade de montar uma banda e fazer um som que ecoasse pelos quatro cantos do mundo? E aqueles shows em buracos mínimos, com integrantes amontoados, sem um som bacana, iluminação e palco, onde se ficava na porta até o último minuto para segurar os trocados no bolso?
A cada passo uma vitória a ser comemorada. Shows maiores, equipamentos melhores, público crescente (mas ainda underground), saídas pra tocar em cidades fora do Estado, e o primeiro registro em CD, com gravação “de verdade”.

Pois é, foi impossível não pensar nisso tudo ao ver muitas caras conhecidas na platéia, cada um com certeza relembrando, a sua maneira, desses momentos e dividindo espaço com uma turma jovem, que se deliciava com a massa sonora que ecoava das PAs. Os anos passaram e muita coisa mudou. O público pogou em frente a um grande palco com iluminação e estrutura para gravação de um DVD e transmissão ao vivo por uma rádio pública.
O nome Bodas de Ouro brincou com a soma do tempo de existência de cada banda. O Rennegados, que estava comemorando dez anos, iniciou as comemorações. Na sequência foi a vez do Norman Bates, que chegou ao palco carregando seus quinze anos de carreira. E pra finalizar, vinte e cinco anos de Delinquentes.
Muitos agradecimentos para ex-integrantes e amigos que ficaram no caminho. No repertório o engajamento político, mazelas sociais, angústias, ódio e o combate as instituições.

Parabéns as três bandas, que somando os tempos de estrada totalizam cinquenta anos de serviços prestados à música. Também acho que não seria exagero dizer que elas representam uma série de outras que ainda estão na ativa, e algumas que encerraram suas atividades.
A Pró-Rock também está de parabéns pela produção do evento, assim como todos os patrocinadores e apoiadores: SEBRAE-PA, MINC, SECULT, MM Produções, Multi AB Produções, APCE Music, Jambu Filmes, Na Music, MTV Belém, Fabrika Studio, Ecleteca, Radio Unama FM e blogs Rock Pará e Música Paraense.
O Bodas de Ouro não foi só mais um show de roquenroul… ou de punk, hardcore ou qualquer outra palavra que queiram usar. Com música e diversão, se contou um pouco da história da música produzida no Pará e a celebração a persistência. Afinal, foi uma comemoração de cinquenta anos.
*Fotos: Regina Silva
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Matéria do Diário do Pará sobre o show Bodas de Ouro

Veteranos do rock paraense fazem show e gravam DVD





 Às vésperas do aniversário de 25 anos da banda Delinquentes, Jayme Katarro foi para a rua panfletar. Na semana passada, o vocalista tirou o dia para bater perna, fazer corpo-a-corpo e levar pessoalmente um convite aos fãs que costumam frequentar a Praça da República aos domingos. A boa nova trazida pelo velho punk é o show “Bodas de Ouro”, que irá reunir três ícones do rock paraense: Delinquentes, Norman Bates e Rennegados.

“A galera vibrava, alguns agradeciam ao saber da notícia. O público é muito carente de shows pesados. Sempre que tem show, vai com sede”, conta.


Única banda da geração anos 80 que se manteve na ativa de forma ininterrupta, a Delinqüentes foi alçada ao status de lenda no cenário independente paraense. Responsáveis por colocar Belém no mapa do punk brasileiro, eles são até hoje referência para bandas que se formaram na cidade. Mas fama não enche barriga, e Jayme sabe muito bem disso. Mantendo viva a chama do “faça você mesmo” que o inspira desde o começo da carreira, ele produz e dirige o show de aniversário em parceria com os integrantes do Norman e do Rennegados.


A data está sendo classificada pelos organizadores do evento como histórica. Não à toa. Além dos 25 anos de Delinqüentes, estão sendo celebrados os 15 anos do Norman Bates e os dez anos do Rennegados. Três gerações do punk paraense reunidas pela primeira vez no palco.


Para eles, completar um ano de banda em Belém é para se comemorar, já que os grupos se desenvolvem sem recurso, sem possibilidade de difusão. Ou seja, tentar viver de música por tanto tempo é algo digno de nota.


Tanto que os planos são de guardar o momento para posteridade. O show será o mote para a gravação de um DVD com o registro ao vivo das três bandas. Idealizado pela Associação Pro Rock, o DVD será dirigido por Robson Fonseca, do programa Invasão (TV Cultura), em parceria com Multi AB Produções e Jambu Filmes. Além do show, o documentário terá depoimentos dos integrantes das bandas e de personalidades que fizeram parte dessa história.


De fato, documentários sobre rock são uma raridade no Pará. Os únicos a contarem com um registro audiovisual são a banda de heavy metal Stress, que lançou um DVD com o show que marcou o seu retorno em 2005, e o grupo de pop rock Mosaico de Ravena, com um curto documentário sobre sua trajetória incluído no disco “Memorial” (2007).


“Uma característica das bandas paraenses é que elas se reinventam o tempo todo. Se não guardar esse registro, se perde mesmo”, teoriza John Big Head Bógea, guitarrista do Rennegados. O grupo de hardcore é o mais novo representante da mais recente face do punk em Belém: bem mais agressiva, rápida e barulhenta do que seus predecessores. “Agora fazemos parte da historinha do punk”, ironiza.
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Rennegados, só furo.

Infelizmente a Rennegados não vai estar mais na festa do próximo dia 12 (esta do cartaz abaixo). O nosso baixista, Jacob Franco, rapaz trabalhador, escravo da MTV, vai viajar a trabalho justamente neste final de semana. Desculpem o furo, na próxima a gente compensa.


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E lá se foi 10 anos!

Pois é, em setembro a Rennegados completa 10 anos de existência, muita porrada, muito shows ruins, muitos shows bacanas, muitos amigos e muito HC. Saudações a todos os ex-integrantes, que no fundo nunca deixaram de fazer parte da banda, se me permitem o trocadilho, são os re-rennegados Jr (baixo), Negão (batera), Telso (batera), Skiter (batera), Bocão (batera), Nestor (batera) e Samir (batera), é, esses bateras são fogo. Obrigado a todas as pessoas que apoiaram, fãs, desafetos e etc.

Sei que estamos devendo um CD oficial, mas os atropelos, dificuldades, mortes e ressurreições da banda contribuíram para que esse bendito CD nunca saísse. Mas felizmente, essa idéia está cada vez mais próxima de ser concretizada, já que a banda finalmente acertou uma bela formação.

Estamos planejando uma comemoração especial para setembro, só o que posso adiantar é não vamos ser os únicos aniversariantes nessa festa, na verdade somos os caçulas.

Aguardem.
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